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16/04/2008 21:16
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Camões
enviada por ¢åmi£å
16/04/2008 21:09
Há palavras que nos beijam
Alexandre O'Neill
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
enviada por ¢åmi£å
27/03/2007 23:42
Gosto dos venenos mais lentos...
das bebidas mais amargas...
das drogas mais poderosas...
dos amores mais loucos...
dos pensamentos mais complexos...
e dos sentimentos mais fortes!!!
Tenho apetite voraz
e os delírios mais doidos
você pode até me empurrar de um penhasco, que eu vou dizer:
e daí?? eu adoro voar!!!!!
enviada por ¢åmi£å
05/08/2006 14:44
A PORTA DO LADO
Por Dráuzio Varella
Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella, disse ele que a
gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos
que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos
mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.
E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente...
É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na
garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de
simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua
vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.
Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a
abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de
algumas pessoas melhor, e de outras, pior.
Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos,
mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.
Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para
eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor
diferença.
O que não falta neste mundo é gente que se acha o último
biscoito do pacote. Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que nunca
ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga
e não deixam barato.
Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente.
O mundo versus eles.
Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também.
É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema
solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser
resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido
de desculpas, um deixar barato.
Eu ando deixando de graça... Pra ser sincero, vinte e quatro
horas têm sido pouco prá tudo o que eu tenho que fazer, então não vou
perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.
Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e
gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a
"porta do lado" e vou tratar do que é importante de fato.
Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do
bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros
dá errado."
Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não
estrague o seu dia... Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia.
Lembre-se, o humor é contagiante - para o bem e para o mal - portanto,
sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.
A "Porta do lado" pode ser uma boa entrada ou uma boa saída... Experimente!
enviada por ¢åmi£å
02/07/2006 20:18
Mais um texto retirado do 02 Neurônio:
A insuportável família de bege
por Nina Lemos
Eles estavam vestidos com roupas em tons claros. Tinham um sorriso natural no rosto. Pareciam tão felizes. Muito bonito o casal de médicos. Eles têm dois filhinhos. A esposa espera, antes dos 36, tentar uma menininha.
Talvez eles sejam legais. Mas em um domingo de sol, eu dentro de um quarto de maternidade visitando um bebê, esse casal concentrou toda a minha estranheza em relação ao mundo. Eu nunca serei como eles, eu pensava. Nunca. Nunca. Nunca.
Eles nasceram para viver essa felicidade aparente, eu não. Estou fadada a uma existência confusa, cheia de altos e baixos, de depressões, alegrias histéricas, novos amigos de infância. Sim, porque os amigos deles devem ser os mesmos sempre. Na verdade são. Eu descobri , são todos um grande grupo de amigos médicos.
Eu sou capaz de ir para a rua e voltar com um novo amigo de infância. Claro, ainda tem o principal drama de todos. Eu não tenho filhos. Ainda. Mas acho que nem faz diferença. Até posso ter filho um dia (e espero que tenha, sim). Mas nunca vou ser o casal de bege. Na minha vida sempre vai ter drama, exagero, grito de alegria, gente falando coisa engraçada. Bêbados e gays.
Freaks são freaks. Tenho que aceitar. Eu não serei como eles. E naquela manhã na maternidade tudo o que eu queria era ser como eles. Não ter que pegar sozinha um avião, abrir a porta de casa, ligar para um pretê que definitivamente parece não me querer. Me apaixonar dois dias depois só por causa de um texto e criar um plano infalível de conquista. Berrar com gente bêbada no meu bar preferido mesmo sem beber. Escrever por várias madrugadas e chorar muitas vezes ouvindo Smiths. Eu nunca serei como eles. E tem vezes que eu queria.
enviada por ¢åmi£å
21/09/2005 00:34
O trágico fim de todo amor
(enviado por Maria Balé)
Estou lendo a biografia da psicanalista e mulher-à-frente-do-seu-tempo Lou Salomé, que viveu entre 1861 e 1937, e encontrei no livro a seguinte frase atribuída a ela: "Todo amor está vocacionado para a tragédia. Só que o amor feliz morre de saciedade, e o amor desventurado morre de fome".
Ai, que coisa mais desesperançosa. Mas é preciso admitir que, analisando profundamente as relações amorosas, faz sentido.
O amor feliz é o amor que dura por muito tempo, que é retribuído, que é vivenciado diariamente. Até que vai se esgotando, vagarosamente. A longa duração do amor lhe confisca a novidade e a paixão, desperta em nós a dúvida se ainda é amor ou se virou fraternidade. A retribuição do amor também gera desconfiança: será que não se transformou em hábito? Será que não há uma certa condescendência com os meus defeitos, comodismo com a situação? E a convivência diária tampouco conforta, pois começamos a perceber que em vez de estarmos apaixonados por alguém, estamos, isso sim, acostumados com alguém.
Pois é. Amor demais satura. Morre de saciedade. Não há mais fome de desejo, mais fome de conquista, mais fome de beijos roubados, mais fome de palpitação.
O amor desventurado, por sua vez, tem todas essas fomes, mas ela nunca é apaziguada, seja porque o casal não compartilha das mesmas idéias, ou porque mora em cidades diferentes, ou porque os dois possuem temperamentos explosivos, ou porque são jovens demais, ou implicantes demais, ou enrolados demais. Torna-se um amor infeliz, um amor que não se concretiza, que não se domestica, que termina pelo cansaço da busca por paz. Então é mais ou menos assim: uma vez saciados, queremos um amor esfomeado, um amor carente de sabores novos. E trocando o amor saciado pelo amor esfomeado, passamos a querer estabilidade, querer que este amor torne-se sereno e nos sacie...
Que gente maluca são esses tais de seres humanos...
enviada por ¢åmi£å
31/07/2005 14:05
Frase do Dia:
"O casamento é um fardo tão pesado que só pode ser carregado a três."
enviada por ¢åmi£å
30/04/2005 13:57
http://camilaprotazio.fotoblog.uol.com.br/ Link para o meu fotolog. Visitem!!!
enviada por ¢åmi£å
11/02/2005 00:32
Ouvindo: Ira Eu quero sempre mais
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